domingo, 26 de junho de 2011

Capitulo 1 - Harley Davidson, O nascimento de uma lenda

A história da Harley-Davidson começou com uma idéia em 1901. Os donos dessa idéia eram dois jovens: Willian S. Harley, de vinte e um anos e seu amigo de infância Artur Davidson, de vinte anos. Ambos trabalhavam para a mesma firma de automotivos manufaturados. Willian, como desenhista de esboços e Arthur, como criador de padrões. Assim, como os pioneiros dos automóveis, eles eram desenhistas por hobby e tinham seus próprios projetos, com o desejo de colocá-los em prática.
Na mesma fábrica em que trabalhavam, havia um projetista alemão que tinha alguns conhecimentos sobre as novas fábricas de motocicletas européias. Esses conhecimentos levaram à primeira experiência de Harley em construção de motocicletas, com o projeto de um pequeno motor à gasolina refrigerado a ar, em que ele gastou várias tardes experimentando em uma oficina na garagem. Com pouco dinheiro e ferramentas não muito boas, o projeto foi progredindo e ele viu que não poderia fazê-lo sem a ajuda de um bom mecânico.
Arthur Davidson tinha um irmão chamado Walter, um mecânico treinado que viajava pelo país com seu trabalho de mecânico de estrada de ferro. Walter foi a Milwaukee para o casamento do seu 3º irmão, Willian Davidson, quando foi convidado por Bill Harley e Arthur Davidson para dirigir sua nova motocicleta assim que estivesse pronta, com a condição de ajudá-los a construí-la. Assim, compartilhando do entusiasmo dos dois, Walter permaneceu em Milwaukee. Não demorou muito até William Davidson juntar-se ao grupo, ajudando-os com suas habilidades de fabricante de peças.

A assistência para resolver vários problemas mecânicos veio de um projetista alemão. Um amigo emprestou sua loja para servir de oficina, onde eles começaram a construir o motor. Semanas depois, a primeira Harley-Davidson começou a tomar forma. O maior problema era a falta de peças, obrigando-os a construí-las a partir de materiais preexistentes. O carburador foi feito de uma lata de molho de tomate, e a primeira vela, disse Bill Harley, "era maior que uma maçaneta de porta". O primeiro motor foi acoplado a uma bicicleta e era de 21/8 X 27/8 polegadas, 25 cilindradas e 3 cavalos de potência. Alguns testes revelaram que o motor era um pouco fraco, pois em subidas o motorista tinha de pedalar para ajudar o motor. Além disso, uma bicicleta comum era muito frágil, obrigando-os a voltar para a prancheta.

O novo motor foi ampliado para 3 X 31/2 polegadas. Muito tempo foi gasto na procura de um carburador satisfatório. Um quadro circular foi desenvolvido para substituir o quadro "diamante" da bicicleta para acrescentar mais força.

Em 1903, Harley e os irmãos Davidson estavam prontos para colocar a idéia em prática. 1903 foi ano de grandes revoluções no mundo dos transportes. No ano em que Harley e Davidson estavam iniciando a produção de sua motocicleta, algumas montadoras de automóveis surgiram como, por exemplo, o pioneiro Henry Ford e seu pioneiro "modelo - T", ao mesmo tempo que os irmãos Wright faziam o vôo motorizado.

Em Milwaukee a produção de motocicletas precisava de mais espaço, pois a loja do amigo não mais comportava a produção. Com a ajuda do pai, carpinteiro que trabalhava para Davidson, Willian C., uma "fábrica" de 3,3 X 4,95 metros, foi erguida no quintal da casa de Davidson. E com a pintura do nome "Harley - Davidson Motor Co.", na porta, nascia a lenda.

Marketing Radical

No dia três de Junho de 1998, uma trovoada imensa partia de um conjunto que lançava um brilho ofuscante de cromados obscurecido por uma amálgama de blusões pretos. Eram 50 mil membros do clube de donos de Harleys no desfile de celebração do 95.º aniversário da companhia. Este é apenas um exemplo de que, se o marketing radical se trata da criação de uma comunidade que se une em volta de uma marca, deve haver poucos casos como o da Harley-Davidson. Os executivos da empresa têm uma ligação siamesa com os seus clientes. Em 1983, fundaram o Harley Owners Group, (HOG), uma instituição que patrocina ralis, organiza eventos e mantém os donos de Harleys em contato com a companhia e uns com os outros. No primeiro rali organizado pelo HOG, em 1984, estiveram presentes apenas 28 pessoas. Hoje são 365 mil. A fundação do HOG ajudou à regeneração da empresa, permitindo-lhe manter-se como marca que perdura e perdurará.
Curiosidades
 
* A Harley-Davidson produz em média cerca de 280 mil motocicletas por ano, estando presente em todos os continentes do planeta, oferecendo 28 modelos diferentes (entre eles os famosos Fat Boy, The Sportster e Electra Glide) em seus mais de 1.300 pontos de vendas. Depois de motocicletas, a marca vende atitude, comercializando roupas e acessórios.
* The Harley Owners Group, famoso clube dos proprietários e fanáticos por Harley-Davidson, conta com mais de 700 mil associados no mundo todo.

A Harley Davidson durante a I e II Guerra Mundial
A Harley Davidson teve um papel preponderante no auxílio das tropas americanas durante a I e a II Guerra Mundial.
A primeira Guerra Mundial
No apogeu da I Guerra Mundial (1917), um terço de todas as Harleys Davidsons foram enviadas para o exterior com o intuito de ajudar os soldados em combate e a minimizar os seus esforços de guerra. No ano seguinte, cerca de metade das motos produzidas foram vendidas ao exército dos Estados Unidos da América (EUA), com o intuito de reforçar a sua armada. No final da guerra, foram utilizadas cerca de 20.000 motos, sendo que a maioria delas foram Harley Davidson. Este foi o período que consagrou a Harley Davidson como a maior fábrica de motos em todo o mundo, com cerca de 2.000 concessionários em mais de 67 países diferentes.
A segunda Guerra Mundial
Durante a II Guerra Mundial, a Harley Davidson continuou a atender ao chamado dever patriótico e enviou os seus modelos para o exterior para ajudar nos esforços de guerra. Nesse sentido, construiu mais de 80 mil motos de 750 cm3 nas versões WLA, WLC, WSR, com e sem carro lateral. Durante este período, a quase totalidade das motos produzidas pela Harley Davidson foram máquinas militares.

O símbolo do sonho americano

Depois da II Guerra Mundial, as motos Harley Davidson passaram a ser utilizadas em massa e isso foi suficiente para serem consideradas um símbolo do sonho americano. Nesse sentido, a compra de uma moto Harley Davidson garantia uma igualdade de oportunidades entre todos e representava o esforço e a determinação de cada um em atingir os seus objetivos de vida. A introdução do modelo Sportster (1957), um dos maiores sucessos da marca, também desempenhou um papel fundamental na aproximação, união e fraternidade de todos os motards e essa sempre foi a imagem de qualidade da marca.

A entrada em bolsa

No ano de 1965, assistiu-se ao início de uma nova fase na história da Harley Davidson: a entrada em bolsa. A empresa American Machine Foundry (AMF), um fabricante norte-americano de produtos de lazer, adquiriu a maioria das ações da Harley e, em pouco tempo, o logótipo da AMF começou a aparecer nos tanques de todas as Harleys.

Com esta fusão de interesses, a produção das Harley Davidson passou de 15.000 para 75.000 unidades por ano, contudo, a qualidade das motos e dos materiais utilizados diminuiu consideravelmente.

A partir da década de 70

A partir da década de 70, assistiu-se a uma série de mudanças que permitiram à Harley Davidson desenvolver novos modelos, mais rápidos e completos, que vieram revolucionar o mercado motociclístico mundial. São disso exemplo, o lançamento da Cruiser, Low Rider, Electra Glide Sport, Softail, a Dyna e a Fat Boy, entre outras. Estas alterações permitiram que a marca americana se tornasse mais competitiva nas pistas e no asfalto e isso permitiu reforçar a sua posição no mercado face às investidas e desenvolvimento das marcas japonesas.

Os anos 80

Na década de 80, treze executivos seniores da empresa assinaram uma carta de intenção para comprar as ações da Harley Davidson que pertenciam à AMF e, em junho desse mesmo ano, a compra foi concretizada. A partir daqui a marca adotou a frase “The eagle soars alone” (A águia voa sozinha) e seguiu o seu próprio caminho. Em 1983, deu-se o aparecimento do Grupo de Donos da Harley (Harley Owners Group – HOG), uma instituição que patrocinava corridas, organizava eventos e mantinha todos os motards em contacto. Em 1984, na primeira corrida organizada pelo HOG estiveram presentes 28 motards; hoje existem mais de 750 mil membros.

As Harley Davidson nos dias de hoje

Atualmente, a Harley Davidson é uma das marcas de motos de referência no motociclismo mundial, pois a sua condução é única e incomparável em relação às demais. A marca americana está presente em todos os continentes e produz cerca de 280 mil motos por ano. Também se destaca a diversidade da sua oferta, que oferece mais de 28 modelos diferentes para todos os gostos nos mais de 1300 postos de vendas espalhados em todo o mundo. A marca também comercializa roupas e acessórios e distingue-se, principalmente, pela venda de atitude e estilo de um motard e esse é o verdadeiro espírito da Harley Davidson.
 Primeira Harley acima  modelo: Silent Gray Fellow Abaixo um dos ultimos modelo: Vrod




De onde surgiu para onde vai!


Tive uma ideia de postar uma serie sobre a historia dos montadoras! Desde as lendarias Harley, Indian, Ducati até as mais recentes! Por isso aguardem vou pesquisar e a medida que for encontrado fato veridicos irei postando! Obviamente postarei só o pé da cunversa e citarei a fonte para quem desejar se aprofundar pois são muitos fatos por isso citarei só a origeme curiossidades. Uma por semana sempre aos domingos!

sábado, 25 de junho de 2011

Brasil na moda mais um capitulo

Dafra montará motos MV Agusta em Manaus 

Serão montadas em sistema CKD as motocicletas F4 e Brutale.


Objetivo da marca italiana é vender mil motos nos próximos dois anos.

Marcelo Monegato Do G1, em São Paulo
A Dafra Motos anunciou na terça-feira (21), em São Paulo, uma parceria com a italiana MV Agusta para produção de motocicletas de alto rendimento em sua fábrica em Manaus (AM). Inicialmente serão montadas em sistema CKD a Brutale e a F4, porém outros modelos podem ser fabricados a partir do segundo semestre de 2012. A produção começará no último trimestre do ano.
f4 (Foto: Divulgação)
MV Agusta F4 (Foto: Divulgação)
Os investimentos feitos na planta em Manaus e o número de empregos gerados com a nova parceria não foram revelados. No entanto, a linha montagem deverá contar com cerca de dez funcionários, que já estão em treinamento em Varesse, Itália, onde fica uma das fábricas da MV Agusta na Itália – a outra está localizada em Morazzone. Ao todo, a marca emprega 200 funcionários.
Para Massimo Bordi, vice-presidente da MV, a parceria com a Dafra é fundamental para o crescimento da marca no mundo. “Queremos vender mil motos no Brasil nos próximos dois anos”, disse o executivo que trabalhou por 20 anos na Ducati. Atualmente, 60% das vendas da MV estão concentradas na Europa (25% somente na Itália). Em seis anos, a montadora quer que o Brasil represente 20% do total de motos comercializadas, assumindo o posto de segundo principal centro da marca no mundo.
De acordo com o presidente da Dafra, Creso Franco, as concessionárias Dafra Motos não serão responsáveis pela venda dos modelos MV Agusta, que terão pontos exclusivos. “São produtos que miram públicos muito distintos”, revelou Franco. Serão nomeados, segundo apurou o G1, entre oito e nove concessionários em São Paulo, Ribeirão Preto (SP), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO), entre outros centros. A MV Agusta tem cerca de 500 lojas no mundo.

Em 2009, a Dafra anunciou parceria para fabricação de motocicletas da BMW Motorrad em Manaus. Inicialmente, a linha de montagem trabalhava com apenas oito funcionários. Atualmente, com a produção de mais de um modelo, cerca de 50 pessoas produzem motocicletas da marca alemã.
 
f4 (Foto: Divulgação)
Mv Agusta F4 (Foto: Divulgação)
F4
O modelo F4 é equipado com motor de quatro cilindros de 1.078 cm³ que desenvolve 144 cv de potência a 10.300 rpm e torque máximo de 11,2 mkgf a 8.100 rpm. Com transmissão de seis marchas e pesando 190 kg, a motocicleta de 2,09 m de comprimento atinge a velocidade máxima de 265 km/h. Com estilo bastante esportivo e design moderno, a F4 utiliza rodas de 17 polegadas. O preço não foi revelado, no entanto, segundo o G1 apurou, ela deve custar em torno de R$ 65 mil.
Apresentada em maio deste ano, a versão mais potente F4 RR (201 cv, 11,4 mkgf de torque e 297 km/h de velocidade máxima) não será montada aqui, mas poderá ser importada.
Brutale
Estilo naked, a Brutale 1.090 será responsável pelo maior número de vendas da MV Agusta nesta primeira fase no Brasil. Com preço por volta de R$ 50 mil, o modelo traz o mesmo conjunto mecânico da F4.
brutale (Foto: Divulgação)
MV Agusta Brutale (Foto: Divulgação)
MV Agusta
Fundada em 1945 pelo Conde Agusta, a MV Agusta produziu motocicletas de alto rendimento até 1971. Neste período consagrou-se nas pistas de corrida, conquistando 75 títulos mundiais (37 fabricantes e 38 pilotos) em diversas categorias e com pilotos consagrados, como Giacomo Agostini.
A retomada da produção aconteceu em 1991, quando a marca foi adquirida pela família Castiglione. Os modelos F4 e Brutale passaram a ser fabricadas em 1997 e 2000, respectivamente. Em 2008, o controle da MV Agusta foi para as mãos da Harley Davidson, que após dois anos, e em virtude da crise econômica mundial, repassou a marca novamente para a família Castiglione.
eMail enviado por André Lopes Pereira
Vice-Presidente Os Dragões - Recife/PE
osdragoes@xforce.com.br

Fonte: Revista Motoclubes - www.revistamotoclubes.com.br